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Como planejar um casamento econômico

Como planejar um casamento econômico

O planejamento do meu casamento aconteceu baseado na simplicidade e economia. Queríamos que fosse um dia onde o que mais importasse fosse celebrar nossa união e ter por perto pessoas que fizeram parte real e importante da nossa história e tinha que ter a nossa cara. Que os convidados chegassem lá e não tivessem dúvidas de que estavam realmente no nosso casamento.

Partindo desse princípio, já eliminamos vários protocolos e fizemos uma lista enxuta com apenas 50 convidados, que inicialmente eram 40…mas isso também tem que ser previsto, sempre vai aparecendo mais alguém que PRECISA estar lá. Esses dois pontos: tradições e convidados, encarecem bastante.

Como nossas finanças já vêm seguindo uma organização há alguns anos e o papo de casamento já tinha aparecido há 4 anos, quando escolhemos a data, a parte de juntar dinheiro, já pulamos.

Mas sempre tivemos claramente um orçamento a seguir. Isso é fundamental, mesmo que sofra alguns ajustes no decorrer do tempo, é importante que os noivos tenham muito bem definido o quanto estão dispostos a gastar com o grande dia. Marcamos a data em Novembro de 2017 e começamos a organizar em fevereiro de 2018. Quando o planejamento é baseado no que é importante pra nós, fica mais fácil de resolver as pendências, dificilmente ficamos demorando muito para tomar as principais decisões, se não se encaixava no que buscávamos, deixávamos de lado e seguíamos em busca do que fazia nosso estilo e se encaixava no nosso orçamento.

Resistir às tentações das propostas que não param de chegar na caixa de email, no seu WhatsApp, as vitrines das lojas, várias ofertas que são “indispensáveis” é sempre a parte mais difícil.

Dicas para planejar um casamento financeiramente saudável

É muito importante lembrar que, sim, é um dia muito especial na vida de vocês, espera-se que seja único e inesquecível, mas ele não é o último e depois dele vem todos os outros da vida juntos, onde as contas pra pagar chegam, que os objetivos do casal e pendências da casa devem ser atendidas, portanto, não vale a pena investir todas as economizas para usufruir num único e lindo dia. Então, tem que definir um orçamento real e dentro das possibilidades do casal.

Quanto maior o custo do casamento e menor a reserva do casal, mais tempo de planejamento. O ideal é embarcar para a lua de mel com todas as contas do casamento pagas.

Então, assim que rolar o noivado, é hora de fazer as contas: quanto cada um tem de reserva que pode direcionar para o casamento?
É importante já definir as prioridades do casal para o grande dia.

Quais são os sonhos que cada um tem, onde querem casar, o que não pode faltar. Também já é hora de começar um esboço da lista de convidados.
Com essas informações em mãos, é hora de começar a solicitar orçamentos e comparar o sonho com a realidade e assim ajustar os ponteiros para o planejamento real do casal.
O que precisa abrir mão, o que pode substituir, se está dentro do que pensavam.

Depois disso, espera-se que já tenham um número, o valor do orçamento que pretendem disponibilizar para realizar a cerimônia.

E agora é fazer um planejamento para entender de quanto tempo precisam.

Além das reservas, caso haja, é hora de definir um valor mensal que cada um vai dispor do seu salário para criar o fundo do casamento.

Cerca de 10% de cada um é uma quantia saudável. Se tiverem pelo menos 1 ano para organizar, é interessante colocar o dinheiro em uma aplicação com liquidez diária para ganhar uma forcinha dos juros compostos. Mas, de forma alguma, esse montante tem que estar separado, para não correr o risco de gastar sem querer e também para já dar a noção aos noivos do valor acumulado.

Se o casal decidiu que vai casar daqui 2 anos, o ideal é que depois de 1 ano 50% do montante já esteja separado no fundo do casamento.

Ex: o casal definiu que vai fazer uma festa no valor de R$ 25.000 e vai casar daqui 2 anos. Em Maio de 2019, o fundo já tem que contar com a quantia de R$ 12.500.
Esse valor tem que ser puxado para a realidade financeira do casal.

Nesse exemplo, o casal não tem reservas, então partirá do zero.
Por mês, será necessário separar R$ 1.042 para o fundo ou R$ 521 para cada.

É importante avaliar se o valor está de acordo com as possibilidades financeiras do casal.
Caso o orçamento fique um tanto apertado, uma alternativa é ir atrás de renda extra.
Vender alguma coisa no trabalho, na faculdade, na família…. sempre quando a gente agrega um motivo, como realizar um sonho, as pessoas se comovem e muitas vezes compram porque querem ajudar e fazer parte da realização daquele sonho.

Deixando esse dinheiro parado na poupança, ao final de 1 ano o fundo contará com R$ 12.792,27, investindo no Tesouro Selic, o montante será de R$ 12.843,13 e num CDB de liquidez diária com rentabilidade de 100% do CDI,o fundo contará com 12.878,18. (valores referente a simulação feita em Maio de 2018)

Quanto mais tempo tem para planejar, mais leve será o impacto financeiro. Também dá para aproveitar e fazer muita coisa por conta própria e usar as habilidades da família, amigos e especialmente padrinhos. A tia que decoração, a prima que faz docinhos, a sogra que é artesã, a avó que é boleira, só aí já se economiza muita coisa.

E principalmente, curtam muito toda essa função, é muito gostoso e apesar da loucura, vai deixar saudades.

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