Como não deixar a inflação afetar suas finanças e acabar 2015 no positivo
Oi leitora querida, o post de hoje é um Guest post elaborado pela equipe do Finanças Pessoais App, sobre um assunto muito importante para o momento! Espero que aproveites.
Beijos
Como não deixar a inflação afetar suas finanças
e acabar 2015 no positivo
Basta ficar atento aos preços, controlar os gastos e fazer um planejamento financeiro
Longe de ser um bom ano para a economia, com o Banco Central prevendo que a inflação chegue aos 9%, 2015 pode acabar no positivo para quem souber administrar as finanças. E o melhor: não precisa ser um especialista em finanças, basta ficar atento aos preços, controlar os gastos e fazer um planejamento financeiro.
Segundo o economista e consultor em finanças pessoais Alfredo Meneghetti, a saída para manter suas finanças saudáveis em tempos de crise começa com uma atitude simples: identificar os setores mais afetados pela inflação e apertar as rédeas dos gastos relacionados a eles.
No Brasil, os primeiros reflexos se deram na área de combustíveis, energia elétrica e alimentos. Ou seja, tanto esses setores quanto as áreas que dependem deles – e, consequentemente, farão repasses indiretos ao consumidor – têm de entrar na mira de quem quer economizar.
– Cada um precisa verificar no seu orçamento os itens mais volumosos e o que pode ser cortado. Em épocas de inflação alta, gastos com lazer são os primeiros a serem substituídos. Cozinhar em casa, evitar saídas à noite e trocar o cinema por um filme em um bom canal de TV são algumas alternativas que fazem diferença no bolso do cidadão – sugere o especialista.
Dentro de casa, é possível fazer economia com medidas praticamente indolores, conforme Meneghetti. Uma das maiores vilãs do orçamento neste ano, a conta de energia elétrica, por exemplo, pode ficar sob controle se o recurso for usado com inteligência.
Para começar, a substituição, na medida do possível, de tudo que é elétrico por versões a gás, costuma fazer a diferença no fim do mês. As lâmpadas comuns devem dar lugar às econômicas, e os eletrodomésticos que mais gastam energia, como o ferro de passar roupa, podem ser usados com menos frequência – sai mais barato passar todas as roupas de uma vez do que ligar o aparelho todos os dias.
Outra mudança de hábito a ser considerada diz respeito ao transporte. Os deslocamentos de carro, segundo o especialista, só valem a pena quando se observam atentamente alguns critérios, como a distância a ser percorrida.
– Fiz um estudo sobre o tema que constatou que, para os deslocamentos até 17 quilômetros, vale mais a pena, financeiramente, pegar condução de terceiros, como táxi, lotação ou ônibus. Só a partir disso é que é melhor usar o carro, que, além dos custos de manutenção, demanda gastos com estacionamento, por exemplo – avalia.
Por fim, mas não menos importante, é essencial manter-se longe de dívidas. Endividamentos desnecessários e compras a longo prazo podem comprometer um dinheiro que poderia, em um momento de crise, ser aplicado em fundos de investimento – um destino rentável a médio e longo prazos.
Compras cujo valor total ultrapasse 50% da sua renda líquida precisam ser estudados com cuidado. Nesses casos, o consultor em finanças recomenda que sejam feitos, pelo menos, três orçamentos diferentes antes da compra. Se não houver como pagar à vista, a dica é parcelar o mínimo possível, ou em, no máximo, três vezes. Mas não é só:
– A soma de todas as parcelas, incluindo financiamentos, não pode comprometer mais de 30% do orçamento. Isso tem de ser observado sempre, não só nos períodos de inflação alta – explica o economista.
Para controlar o dinheiro e entender o quanto da renda pode ser comprometida, é essencial fazer o controle e planejamento financeiro. Registrando todas as entradas e saídas de dinheiro, é possível enxergar a real situação, entender quanto dinheiro pode ser gasto e evitar passar dos limites e acabar endividado.
A administração do dinheiro pode ser feita em um caderninho, em um software de tabela, como o Excel, ou, para quem não é bom em matemática e com tabelas, há aplicativos para celulares gratuitos, como o brasileiro Finanças Pessoais.